O ASO tem um prazo de validade único?
Não. A NR-7 não fixa um único número de meses válido pra qualquer ASO — quem define a periodicidade do exame periódico (e, na prática, o "prazo" do ASO) é o PCMSO da empresa, com base nos riscos identificados no PGR e nas características de cada função.
Isso significa que dois trabalhadores da mesma empresa, em funções diferentes, podem ter periodicidades diferentes — e está correto que seja assim.
O que a NR-7 diz sobre periodicidade
O item 7.5.8 da NR-7 define dois grupos: para empregados expostos a riscos ocupacionais identificados no PGR, ou portadores de doença crônica que aumente a suscetibilidade a esses riscos, o exame periódico é anual ou em intervalo menor, a critério do médico responsável pelo PCMSO. Para os demais empregados, a regra é a cada dois anos — a norma vigente não estabelece nenhuma distinção por idade do trabalhador nessa regra geral.
Ou seja: a periodicidade não depende de uma tabela fixa por profissão ou por pessoa — depende de como o PGR da empresa classificou o risco daquela função, e do critério clínico do médico responsável pelo PCMSO diante desse risco.
O que fazer quando um exame está fora do prazo
Primeiro, confirme no PCMSO da empresa qual é a periodicidade prevista pra aquela função — sem isso não dá pra saber se o exame está de fato vencido.
Se estiver, o passo seguinte é agendar o novo exame periódico o quanto antes com o médico responsável. Enquanto isso, avalie com esse profissional a situação do trabalhador — essa é uma decisão clínica e operacional, não algo que um sistema resolve sozinho.
Mesmo no caso do exame demissional (que em alguns cenários pode ser dispensado se o último exame foi recente — a NR-7 prevê prazos específicos por grau de risco), a emissão do ASO continua obrigatória, com base nos dados do último exame realizado.
Por que vale a pena não deixar acumular
Exame vencido sem acompanhamento é um dos pontos mais comuns de não conformidade encontrados em fiscalização e auditoria — não porque a regra seja complexa, mas porque é fácil perder o controle quando o acompanhamento é manual, espalhado em planilhas ou depende de alguém lembrar.
Isso não é uma ameaça abstrata: é o tipo de lacuna que aparece quando a empresa mais precisa que os documentos estejam em ordem.
Como organizar o acompanhamento
Centralizar o histórico de cada trabalhador — data do último exame, tipo, próxima avaliação prevista — é o que torna possível saber, de forma rápida, quem está em dia e quem precisa de atenção.
O ASO Certo organiza isso: histórico por trabalhador e por empresa, com alerta de exames periódicos se aproximando do prazo. Isso ajuda no acompanhamento — a decisão sobre periodicidade e aptidão continua sendo do médico responsável.